Treinamento de força e a terceira idade
O treinamento de força tem como benefícios diretos, a prevenção da osteoporose, doenças cardiovasculares, melhora na estética corporal, autonomia, força, potência e resistência muscular
O treinamento de força para o idoso vem sendo muito estudado nos últimos 10 anos (1) por muitas linhas de pesquisas, onde muitos autores, dentre eles, médicos, professores e fisioterapeutas apontam como indispensável para se adquiri uma boa qualidade de vida! (1,2,3,4,5).
As pessoas com o passar dos anos vão perdendo sua autonomia para caminhar, agachar, carregar objetos mais pesados, ou até no simples ato de se levantar, devido à perda de massa muscular (sarcopenia), aproximadamente 10% à 15% (1,2) e óssea que é de aproximadamente 3% (homens) e 10% (mulheres), por década (2,3). Com isso, aumentam os números de quedas e conseqüentemente fraturas (1).
Só para se ter uma pequena idéia do decréscimo da força muscular, uma pessoa idosa que venha a interromper seu programa de musculação perde aproximadamente 27,4% da força muscular de membros inferiores e 35,1% de membros superiores num período de 12 semanas de interrupção (5).
O treinamento de força tem como benefícios diretos, a prevenção da osteoporose, doenças cardiovasculares, melhora na estética corporal, autonomia, força, potência e resistência muscular, diminuição na perda de massa muscular, enfim na auto-estima do idoso entre outros (1,2,3).
Um dos grandes benefícios da musculação perante as outras atividades é respeitar a individualidade biológica de cada, assim podem-se diminuir os riscos de lesão. Porém a musculação é uma atividade pouco motivante, cabendo ao professor o papel de principal incentivador (4).
Como se deve treinar musculação:
Segundo FLECK S.J & KRAEMER, W.J, pelo menos um exercício para todos os principais grupos musculares deve ser incluído no programa e os exercícios que envolvam grandes grupos musculares devem ser normalmente colocados na frente dos demais. Deve-se evitar a manobra de valsalva, respeitar o intervalo entre as séries e o período de descanso para o músculo.
Com base nesta pequena revisão os idosos não devem se prender apenas ao treinamento aeróbio caminhadas, corridas, natação,...) como sendo a principal atividade, mais conciliar as duas formas de treinamento para atingir uma boa qualidade de vida (1,2).
Referências:
1 -
FLECK, S.J & KRAMER, W.J. Fundamentos do treinamento de força. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul Ltda, 1999.
2 -
MATSUDO, S.M. et al. Atividade física e envelhecimento: aspectos epidemiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.7, n.1, p.2-13, 2001.
3 -
MATSUDO, S.M. et al. Impacto do envelhecimento nas variáveis antropométricas, neuromotoras e metabólicas da aptidão física. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. v.8, n.4, p.21-32, 2000.
4 -
MONNERAT, F.M.R. Motivação feminina no treinamento de contra resistência. Trabalho de conclusão de curso, Universidade gama Filho, 2002.
5 -
RASO, V. et al. A força muscular de mulheres idosas decresce principalmente após oito semanas de interrupção de um programa de exercícios com pesos livres. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v.7, n.6, p.177-186, 2001.
autor: Prof. Esp. Felipe Monnerat CREF-1 / 012292-G/RJ
e-mail: personalrj@aol.com
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