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A Escalada Feminina no Brasil

Em toda a história do montanhismo sempre existiu mulheres escaladoras, basta pegar os antigos livros de relatórios de escalada de Clubes do Rio de Janeiro, principalmente entre as décadas de 50 e 70, para ver vários nomes de mulheres, inclusive como guias.
Pega Leve!
É mais que uma campanha para garantir o bom uso das trilhas e acampamentos limpos. É um programa ...
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Técnicas de escalada natural ou livre
As técnicas de escalada surgiram ao longo dos anos objetivando tornar mais fácil e segura a prática do montanhismo

Vejamos, primeiramente, as técnicas de ascensão. Essas técnicas constituem o conjunto de meios utilizados para escalar uma montanha. De acordo com a natureza da técnica empregada, as escaladas podem ser definidas em naturais ou livres, e artificiais.

Escalada natural ou livre caracteriza-se por utilizar somente os meios naturais que a montanha oferece, tais como saliências, reentrâncias, fendas e platôs para a progressão ou o apoio durante a ascensão. Portanto, nenhum ponto de apoio artificial é empregado neste tipo de escalada. As técnicas de escaladas naturais são: Agarra, Oposição, Entalamento, Chaminé, Diedro e Aderência.

1. Técnica de agarra: é caracterizada pelo aproveitamento das rugosidades e saliências da rocha – denominadas "agarras” - para obter equilíbrio e realizar a progressão. Nesta técnica, o correto é manter o corpo afastado da rocha, posição que evita o deslizamento. A sustentação do peso se faz através das pernas, reservando aos braços a função de equilíbrio. Antes de mover uma extremidade qualquer, deve-se ter o cuidado de estar bem equilibrado nas outras três. É muito empregada nos paredões rochosos. Procure sempre utilizar a regra dos três apoios, devendo sempre movimentar um apoio de cada vez.

2. Técnica de oposição: em sentido geral, é toda a técnica que emprega um sistema de forças opostas agindo de tal forma que sua resultante equilibra o escalador. Encontra ampla aplicação nos lances providos de fendas.

3. Técnica de entalamento: É um caso particular da técnica de oposição utilizada para subir por fissuras onde podemos entalar as mãos e os pés. As fissuras podem ser mais largas, onde é necessário utilizar entalamento de punho, meia mão e dedos, destinando-se ao emprego em fendas. Estas, por serem mais largas que as fissuras, permitem a introdução de parte do corpo do escalador no seu interior. Dessa forma, pé, mão, braço ou perna podem ser firmemente engatados dentro da fenda, enquanto o restante do corpo atua no exterior. Esta técnica é também chamada de fenda de meio corpo.

4. Técnica de chaminé: é também um caso potencial de técnica de oposição, sendo empregada quando encontramos uma fenda entre duas paredes rochosas com largura suficiente para permitir a entrada total do escalador no seu interior. Faz uso de um movimento coordenado de pés, mão e costas agindo em oposição às paredes, o que possibilita o deslocamento gradual do corpo para cima. Esse processo é geralmente chamado de "rala-costas". De acordo com a largura, as chaminés podem ser classificadas em estreitas, médias e largas, recorrendo-se a técnicas específicas para escalar cada uma delas. Assim temos:

. Nas chaminés estreitas, ambas as mãos apoiam-se na parede da frente, enquanto os pés trabalham alternados, completando-se a oposição com as costas na outra parede; muitas vezes recorre-se ao auxílio dos joelhos.
. Nas chaminés médias, apoiam-se mão esquerda e pé direito na parede onde estão as costas, e mão direita e pé esquerdo na parede oposta. As costas são levadas para uma nova posição, quando estão sendo trocadas as mãos e, em seguida, os pés, dando reinício ao processo.
. Nas chaminés largas, mãos e costas apóiam-se sempre em uma mesma parede, enquanto o trabalho de oposição é completado com os pés, alternando-os entre as paredes da frente e de trás. Nas chaminés muito largas, emprega-se a técnica da tesoura na qual pernas a braços devem ser totalmente abertos para buscar apoio lateral, não havendo qualquer contato do tronco do escalador com as paredes da chaminé. O deslocamento é executado em quatro movimentos alternados: elevação do braço esquerdo, do braço direito, da perna esquerda, da perna direita, e assim, sucessivamente.

5. Técnica de Diedro: é utilizada quando encontramos duas paredes rochosas que se juntam, formando um ângulo entre si. Normalmente na junção das paredes há uma fissura, na qual trabalham as mãos, enquanto os pés buscam apoios laterais nas paredes movimentando-se alternadamente em tesoura. Para se elevar uma perna, uma mão do mesmo lado deve pressionar com vigor a parede correspondente , enquanto a outra mão atua em oposição na fissura e o outro pé se apóia na parede oposta. Na ausência da fissura, é conveniente empregar um misto de técnicas de agarra, oposição e chaminé, escolhendo a que melhor se adaptar a cada situação particular.

6. Técnica de aderência: é uma técnica que tira proveito do atrito das palmas das mãos e do solado das botas com a superfície da rocha para obter equilíbrio e progressão. O apoio das mãos é exercício feito pela palma, estando os dedos apontados para baixo e um pouco para fora, enquanto os pés devem ser "chapados" sobre a rocha, utilizando sempre o maior atrito das mãos e pés. É empregada em paredes lisas e desprovidas de agarras.

Retirado da Apostila de Curso Básico de Escalada do CEB - Centro Excurcionista Brasileiro

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