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A Escalada Feminina no Brasil

Em toda a história do montanhismo sempre existiu mulheres escaladoras, basta pegar os antigos livros de relatórios de escalada de Clubes do Rio de Janeiro, principalmente entre as décadas de 50 e 70, para ver vários nomes de mulheres, inclusive como guias.
Pega Leve!
É mais que uma campanha para garantir o bom uso das trilhas e acampamentos limpos. É um programa ...
On The Rocks
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Rapel expresso
Esse procedimento não é recomendado, mas para sua prática existem normas de segurança que devem ser conhecidas e respeitadas.

Concluída a escalada, chegou a hora da descida e os escaladores, por algum motivo, estão com pressa para alcançar a base. Para ganhar tempo, os escaladores decidem descer juntos, fazendo o rapel expresso, rapel em “A” ou rapel duplo.

Essa opção exige maior experiência e entrosamento dos escaladores, principalmente se a pressa se deve à iminência de chuva ou proximidade da noite.

A corda já está posicionada (dê sempre um nó em cada ponta da corda) e os escaladores montam a descida, cada um numa ponta da corda (em corda única).

Considerações e Precauções

- Os escaladores descerão simultaneamente em corda única, portando o atrito será menor e a tendência à descida rápida e descontrolada será maior. Redobre a atenção!
- Esse procedimento só é indicado para escaladores experientes e com pesos corporais aproximados.
- É muito importante que a corda esteja dobrada no meio (comprimentos iguais das pontas).
- A descida deve ser lado a lado (alguns escaladores unem-se com as solteiras, para evitar o distanciamento entre eles).
- Utilizar sempre auto-segurança.

Digamos que um escalador desceu mais rápido e, como é mais pesado, “roubou” vários metros de corda do outro, ou seja, você alcançou uma parada e já está ancorado, mas seu amigo (que está com menos corda) não consegue alcançá-lo. - O que fazer?

Não solte, em hipótese alguma, a ponta de sua corda. Já que os dois escaladores vão descer juntos na mesma corda, existe um limite de descida (no caso da corda de 50m, seria aproximadamente 23m), que deve ser respeitado.

Se o primeiro escalador não passou do limite da descida, ele deve pedir que o outro escalador (que ficou mais acima) trave a corda, e como ainda deve possuir corda abaixo do freio, deverá descer o escalador de “baldinho”. Portanto, para evitar problemas, os escaladores devem descer devagar e bem próximos. Se houver um distanciamento, o escalador que desceu mais rápido deverá parar e esperar que o outro escalador chegue até ele. Durante a descida os dois escaladores devem verificar constantemente a quantidade de corda que ainda não foi usada (não passou pelo freio).

Se o primeiro escalador ultrapassou o limite de descida, e o outro escalador chegou ao final de sua corda e está entre duas proteções fixas.

Uma das soluções é que o segundo escalador (que ficou mais acima) deve travar-se na corda (auto-segurança com prussik) e prender-se na ponta da corda (encordando-se ou fazendo uma azelha). Em seguida deve verificar a possibilidade de escalar até a próxima proteção, recebendo segurança em “top rope”, dada pelo escalar que está em baixo. Caso não seja possível escalar deve ser feita uma ascensão pela corda.

Observações:

Lembrar que muitas vias não seguem uma linha reta, e a descida em rapel pode seguir uma rota fora da linha de proteções fixas.

Esse procedimento não deve ser utilizado quando existirem trechos de negativo na descida.

Escaladores só devem utilizar essa técnica quando já conhecerem a via e realmente estiverem seguros de suas capacidades.

O rapel expresso visa ganhar tempo. Pondere e calcule bem o risco. Um erro pode atrasar, e muito, a descida.

* Não são poucos os escaladores que contestam o argumento de que desse procedimento (perigoso) acelerar o processo de descida.

Claudio Aranha

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